Vista de prédios residenciais de São Paulo sob um céu nublado.

Mercado de usados ganha força em São Paulo, com alta de 3,22% nas vendas

Redação Gazeta Do Imovel
Redação Gazeta Do Imovel
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O mercado de imóveis usados no estado de São Paulo registrou crescimento de 3,22% nas vendas em setembro de 2026, na comparação com agosto. O resultado consta de levantamento divulgado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP) em 23 de outubro. No mesmo período, as novas locações recuaram 8,68%.

Os dados indicam comportamentos diferentes entre compra e aluguel no mercado residencial paulista. Enquanto as vendas avançaram, a procura por novos contratos de locação perdeu força no intervalo analisado. A pesquisa considera negociações realizadas em municípios do estado e permite observar características dos imóveis mais procurados, sua localização e as formas de pagamento utilizadas pelos compradores.

Financiamento teve papel central nas compras

O crédito bancário aparece como um dos principais elementos das transações registradas pelo levantamento. A Caixa Econômica Federal respondeu por 44,6% dos financiamentos utilizados nas compras, enquanto outras instituições bancárias representaram 17,7% das operações. Somadas, as duas parcelas correspondem a 62,3% das negociações pesquisadas com participação de bancos.

Esse cenário reforça a importância das condições de financiamento para quem busca comprar um imóvel usado em São Paulo. Taxas de juros, valor da entrada, prazo do contrato e aprovação de crédito podem influenciar diretamente a capacidade de compra das famílias. A pesquisa do CRECISP, no entanto, apresenta a distribuição das operações e não estabelece uma relação de causa e efeito entre a alta das vendas e uma condição específica de crédito.

O Banco Central do Brasil mantém estatísticas oficiais sobre o mercado imobiliário, incluindo informações relacionadas ao crédito e às operações habitacionais. Esses dados institucionais ajudam a acompanhar o ambiente de financiamento no país, mas o levantamento do CRECISP tem recorte próprio, voltado ao comportamento das vendas e locações de imóveis usados no mercado paulista.

Imóveis de preço intermediário concentram negociações

A faixa de preço mais representativa entre as vendas realizadas em setembro foi a de imóveis entre R$ 201 mil e R$ 300 mil. Essa categoria respondeu por 32,7% das operações registradas na pesquisa. Na sequência, imóveis avaliados acima de R$ 501 mil representaram 26,9% das negociações, mostrando a presença simultânea de unidades de preço intermediário e de propriedades de valor mais elevado.

A distribuição indica que não houve concentração das vendas em uma única faixa de preço. Para os compradores, os números ajudam a dimensionar quais valores tiveram maior participação no conjunto analisado, mas não representam uma tabela geral de preços para todo o estado. O levantamento também não significa que todos os imóveis paulistas estejam disponíveis nessas condições ou que esses valores sejam iguais em cada cidade.

Entre os tipos de imóveis negociados, os apartamentos de dois dormitórios lideraram. A preferência por esse perfil aparece em um mercado que reúne diferentes públicos, como famílias em busca da casa própria, compradores que pretendem trocar de residência e pessoas que procuram unidades usadas em regiões com oferta de serviços e transporte.

Regiões periféricas concentraram quase metade das vendas

Outro destaque da pesquisa é a localização dos imóveis. As regiões periféricas responderam por 49,4% das negociações, superando as áreas centrais e nobres dos municípios considerados no levantamento. O dado mostra que uma parcela expressiva das compras ocorreu fora dos pontos de maior valorização urbana.

A concentração pode ser observada em conjunto com a faixa de preço mais negociada e com a participação do financiamento. Imóveis situados fora das áreas centrais ou de maior valor podem aparecer como alternativa para compradores que precisam adequar o preço da moradia ao orçamento e às condições de crédito disponíveis. Ainda assim, a pesquisa não informa que esse foi o motivo individual de cada transação.

Para quem acompanha o mercado, os números oferecem um retrato específico de setembro de 2026, comparado ao mês anterior. Eles não constituem uma previsão para os meses seguintes nem recomendação de compra, venda ou investimento. A evolução dependerá de fatores como oferta de imóveis, renda das famílias, condições de financiamento e comportamento da demanda em cada região do estado.

Compra e locação apresentam movimentos distintos

O avanço de 3,22% nas vendas ocorreu ao mesmo tempo em que as novas locações caíram 8,68%. A diferença entre os indicadores mostra que compra e aluguel podem reagir de maneira distinta às condições do mercado residencial. Famílias e investidores — sem que o levantamento indique uma finalidade específica para cada negócio — tomam decisões influenciadas por preços, crédito, renda e disponibilidade de imóveis.

O levantamento do CRECISP, portanto, destaca a força das negociações de imóveis usados em setembro, especialmente em unidades de dois dormitórios, com valores entre R$ 201 mil e R$ 300 mil e localizadas em regiões periféricas. A elevada participação dos bancos também coloca o financiamento no centro da análise, enquanto a retração das locações sinaliza um comportamento diferente no segmento de aluguel.

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