De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o debate sobre o uso de tecnologias remotas no setor de óleo e gás ganha um novo fôlego com o evento “Drone em Faixa de Dutos”, organizado pelo ex-diretor da Transpetro. Marcado para o dia 8 de abril de 2025, no Rio de Janeiro, o encontro promete ir além da simples fiscalização de rotina. O uso de drones atinge seu potencial máximo quando integrado a um sistema de dutos aparentes, rompendo com o paradigma de 80 anos das linhas enterradas que ainda domina a engenharia nacional.
Vigilância inteligente: Por que os dutos aparentes mudam o jogo?
Atualmente, o uso de drones em dutos enterrados limita-se à detecção de invasões de faixa ou crescimento de vegetação. No entanto, em um sistema de dutos aparentes (comum em países como o Canadá), o drone torna-se uma ferramenta de integridade estrutural em tempo real. Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, a visibilidade total da linha permite:
- Identificação imediata de corrosão: Sensores de alta definição detectam falhas no revestimento sem a necessidade de escavação;
- Prevenção de furtos: O monitoramento aéreo, somado a sensores acústicos e ópticos, inibe a prática de trepanação (derivações clandestinas), hoje um dos principais problemas de segurança da malha brasileira;
- Redução de custos operacionais: A manutenção torna-se preditiva e até 1/3 mais barata que nos métodos convencionais.
Quebra de paradigmas: O fim da era das escavações e explosivos?
A defesa de uma regulamentação específica para dutos aparentes na ANP (Agência Nacional do Petróleo) foca na eficiência construtiva. O método convencional de enterrar tubulações envolve prazos alongados, detonação de rochas e alto impacto ambiental. Como comenta Paulo Roberto Gomes Fernandes, o modelo de “dutos em anel” aparentes traria:
- Dano ambiental quase zero: A instalação suspensa preserva a topografia e a flora local;
- Segurança rodoviária: A expansão da malha dutoviária alivia as estradas, reduzindo o volume de caminhões transportando combustíveis e até grãos do agronegócio;
- Agilidade normativa: A inclusão de acessórios específicos para dutos aparentes no Regulamento Técnico de Dutos Terrestres (RTDT) é o passo que falta para o Brasil modernizar sua logística.

O futuro: Drones como fiscais de sistemas modulares e sustentáveis
A tecnologia inovadora da Liderroll, que já implementa roletes motorizados para lançamentos em túneis e terrenos inclinados, enxerga nos drones os aliados perfeitos para a gestão eficiente de ativos. Paulo Roberto Gomes Fernandes enfatiza que o evento programado para 2025 deve atuar como um catalisador crucial para que a engenharia brasileira adote soluções que integrem a agilidade dos voos não tripulados com a transparência operacional das linhas aparentes.
Essa sinergia entre tecnologia e inovação promete transformar o setor, elevando os padrões de eficiência e segurança nas operações, além de impulsionar a competitividade do Brasil no cenário global. A adoção de drones não apenas otimiza processos, mas também proporciona uma visão mais clara e abrangente das operações, permitindo uma tomada de decisão mais informada e ágil. Com isso, espera-se que a Liderroll se posicione na vanguarda da inovação, contribuindo significativamente para a modernização da infraestrutura e a sustentabilidade do setor.
Perspectiva para 2026: Uma malha inteligente e conectada
Com a realização deste evento e a crescente pressão por métodos mais eficientes, o setor está se direcionando para uma integração tecnológica irreversível. Com resume Paulo Roberto Gomes Fernandes, um destacado executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, em 2026, o Brasil poderá inaugurar seus primeiros trechos pilotos de dutos aparentes, que serão monitorados por inteligência artificial e drones de longa distância. Essa inovação não é apenas uma expectativa, mas uma necessidade premente para modernizar a infraestrutura do país.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

