‘The New York Times’ se recusa a pagar selo de verificação do Twitter e Musk chama feed do jornal de ‘diarréia’

Grod Merth
Grod Merth
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Rede social anunciou mudanças nas regras de verificação de contas, com cobrança de US$ 1.000 pelo selo de empresas; jornal norte-americano decidiu não pagar pelo recurso

Depois do Twitter anunciar a cobrança de US$ 1.000 pelo selo de verificação na rede social, o jornal norte-americano The New York Times decidiu não aderir ao novo modelo. Neste domingo, 2, a plataforma começou a retirar o selo de perfis famosos e empresas que não aceitaram a cobrança. Segundo o CEO da plataforma, Elon Musk, o novo recurso ajudará a estabelecer “se alguém realmente pertence a uma organização ou não para evitar a falsificação de identidade”. A decisão do jornal foi relevada à agência Reuters por um representante do periódico. “Também não reembolsaremos os repórteres do Twitter Blue para contas pessoais, exceto em casos raros em que esse status seja essencial para fins de denúncia”, afirmou o porta-voz.

A atitude não foi bem recebida não bem recebida por Musk, que utilizou a plataforma para comentar o assunto. “A tragédia real do @nytimes é que nem a propaganda deles é interessante”, escreveu. O empresário complementou afirmando que “o feed deles é o equivalente à diarréia. É ilegível. Eles teriam muito mais seguidores reais se apenas postassem seus principais artigos. O mesmo se aplica a todas as publicações”, afirmou. Atualmente, o jornal possuía mais de 55 milhões de seguidores no Twitter, enquanto Musk conta com mais de 133 milhões. A mudança tem sido polêmica desde que foi anunciada. Segundo Musk, a medida ajudará o Twitter a gerar receita tornando certos recursos exclusivos para assinantes. Contudo, aqueles que optarem por não pagar pelo Twitter Blue ficarão menos visíveis no site e os usuários terão menos acesso ao conteúdo publicado por estas contas.

As novas regras para perfis verificados do Twitter começaram a valer a partir deste sábado, 1º. O recurso ‘Verified Organizations’ cobra US$ 1.000/mês (R$ 5 mil, na cotação atual) de empresas, organizações sem fins lucrativos e organizações de todos os tipos para que tenham seus perfis verificados nas redes e possam “distribuir” crachás de verificação para contas afiliadas. Cada afiliado adicional pagará US$ 50/mês (R$ 250). Esses custos mudam de acordo com a região e impostos. Na Itália, por exemplo, o selo custará 1.159 euros (R$ 6 mil) para a empresa e 61 euros (R$ 335) para o afiliado. A estética dos perfis dentro desse novo recurso também irá mudar. A conta recebe um selo dourado e um avatar quadrado (empresa ou ONGs) ou a marca cinza com avatar circular (organizações governamentais ou multilaterais). Quem pagar pelo ‘Verified Organizations’ terá todos os recursos do Twitter Blue, como editar tweets e postar tweets mais longos. No entanto, segundo o “The New York Times”, as 10 mil empresas com mais seguidores e as 500 com maiores gastos em publicidade manterão o selo dourado sem custos.

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