Tiago Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, acompanha uma mudança que vem alterando a relação das pessoas com a memória e o legado familiar. A expansão das tecnologias digitais criou novas possibilidades para preservar histórias, homenagens e registros que antes dependiam exclusivamente de arquivos físicos ou visitas presenciais.
A transformação não elimina práticas tradicionais de homenagem, mas amplia as formas pelas quais famílias mantêm vivas as lembranças de pessoas importantes. O fenômeno acompanha mudanças culturais observadas em diferentes países e gera impactos relevantes para o setor funerário.
O que é a memorialização digital?
A memorialização digital envolve o uso de recursos tecnológicos para armazenar e compartilhar informações sobre trajetórias pessoais, histórias familiares e homenagens. Na prática, isso pode incluir páginas memorialísticas, arquivos fotográficos organizados digitalmente, vídeos, documentos históricos e registros biográficos acessíveis a familiares e futuras gerações.
Comparado ao passado, quando muitas informações acabavam perdidas ao longo do tempo, o ambiente digital oferece maior capacidade de preservação e compartilhamento.
Por que as famílias estão buscando novas formas de homenagear?
Mudanças de comportamento ajudam a explicar esse movimento. Famílias estão mais distribuídas geograficamente, o que dificulta encontros frequentes e visitas presenciais. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por registros capazes de transmitir histórias pessoais para filhos, netos e descendentes. Em vez de preservar apenas datas e informações básicas, muitas pessoas desejam registrar experiências, valores e acontecimentos marcantes.
Esse fenômeno representa uma mudança significativa na forma como a memória familiar é construída e transmitida.

Como a tecnologia está influenciando os espaços memorialísticos?
A transformação digital também impacta a gestão de espaços dedicados à memória. Ferramentas de localização, bancos de dados integrados e plataformas de consulta facilitam o acesso a informações por parte das famílias. Outro avanço importante está relacionado à organização documental. Processos que antes exigiam pesquisas manuais passaram a ser realizados de forma mais rápida e segura.
Tiago Oliva Schietti acompanha um setor que vem incorporando recursos tecnológicos para melhorar a experiência dos usuários e otimizar a administração dos espaços cemiteriais.
Existe risco de substituir tradições por tecnologia?
Um erro comum é imaginar que a inovação pretende substituir cerimônias, rituais ou práticas culturais consolidadas. Na realidade, as ferramentas digitais tendem a atuar como complemento. Enquanto os espaços físicos preservam aspectos simbólicos e afetivos importantes, as plataformas digitais ampliam o acesso às informações e permitem novas formas de compartilhamento entre familiares.
O resultado é uma convivência entre tradição e inovação, em vez de uma substituição completa de modelos anteriores.
O papel da gestão profissional nesse novo cenário
A ampliação dos recursos digitais exige padrões mais elevados de organização e governança. Questões relacionadas à proteção de dados, armazenamento seguro de informações e atualização de registros tornam-se cada vez mais relevantes. Instituições que investem em processos estruturados conseguem oferecer maior confiabilidade e melhor experiência para as famílias.
Essa profissionalização representa uma tendência observável em diferentes áreas do setor funerário, especialmente em organizações que buscam alinhar tecnologia e atendimento humanizado.
A memória familiar continuará evoluindo
As próximas décadas devem ampliar ainda mais as possibilidades de preservação histórica e compartilhamento de informações. Novas ferramentas poderão tornar registros familiares mais acessíveis e completos.
Tiago Schietti atua em um segmento diretamente impactado por essas transformações. O crescimento da memorialização digital demonstra que a tecnologia não está apenas modificando processos administrativos, mas também criando novas formas de preservar histórias, fortalecer vínculos familiares e valorizar legados construídos ao longo da vida.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

