Na visão de Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, fazer uma trilha costuma significar trocar parte do conforto cotidiano pela possibilidade de caminhar por ambientes naturais. Nessa experiência, a mochila ganha importância porque cada objeto levado representa peso adicional durante todo o percurso. O minimalismo aplicado às trilhas parte de uma ideia simples: carregar apenas o necessário, sem transformar a redução de peso em uma disputa para eliminar itens importantes.
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Por que uma mochila mais leve pode mudar a caminhada?
O peso da mochila acompanha o trilheiro durante todo o percurso, inclusive nas subidas, descidas e trechos tecnicamente mais exigentes. Quando objetos pouco utilizados se acumulam, o esforço necessário para transportá-los também aumenta. Por isso, analisar cada item antes da saída pode contribuir para uma caminhada mais confortável e permitir que a atenção permaneça concentrada no caminho, na paisagem e no próprio ritmo.
O minimalismo, entretanto, não significa simplesmente retirar equipamentos da mochila, comenta Daugliesi Giacomasi Souza. A proposta é diferenciar aquilo que é conveniente daquilo que é necessário. Uma muda de roupa adicional pode parecer útil em uma trilha curta e previsível, enquanto a proteção contra chuva pode ser decisiva diante de uma mudança repentina do tempo. O contexto do percurso deve determinar essas escolhas.
Essa lógica torna o planejamento mais importante do que a quantidade de equipamentos. Distância, duração, dificuldade, isolamento, previsão meteorológica e possibilidade de acesso à água modificam o que precisa ser carregado. Uma caminhada de poucas horas não exige necessariamente a mesma estrutura de uma travessia de vários dias. Avaliar essas condições antes da saída ajuda a definir o que realmente será necessário, evitando tanto o excesso de peso quanto a falta de itens importantes durante o percurso.
Como decidir o que realmente merece espaço?
Uma boa seleção começa pelas necessidades básicas de segurança. Navegação, iluminação, primeiros socorros, hidratação, alimentação e proteção contra condições inesperadas não devem ser tratados como excessos apenas porque podem permanecer sem uso durante uma caminhada. O objetivo desses itens é justamente oferecer recursos caso o percurso deixe de acontecer conforme o planejado.

A partir daí, entram as escolhas relacionadas ao conforto. Itens que cumprem mais de uma função podem reduzir duplicidades sem comprometer a experiência. Uma peça de roupa adequada, por exemplo, pode ser mais útil do que carregar diferentes opções para cada possível variação de temperatura. O mesmo raciocínio pode ser aplicado a acessórios e utensílios.
Conforme pondera Daugliesi Giacomasi Souza, também é importante evitar a ideia de que o equipamento mais leve é automaticamente a melhor escolha. Um objeto precisa ser adequado à atividade antes de ser avaliado pelo peso. A redução da mochila perde sentido quando elimina um recurso necessário ou leva o trilheiro a depender de improvisações em uma situação inesperada. O objetivo do minimalismo, nesse caso, não é carregar o menor número possível de itens, mas encontrar um equilíbrio entre leveza, segurança, funcionalidade e conforto ao longo da trilha.
O que não deve ser confundido com excesso?
O minimalismo pode criar uma armadilha quando a busca por uma mochila enxuta se transforma em desprezo pela preparação. Um celular pode ajudar na navegação, por exemplo, mas não deveria ser tratado como único recurso em regiões onde bateria, sinal ou condições climáticas podem comprometer seu funcionamento. Mapas e bússola continuam sendo recomendados como alternativas de navegação.
Por fim, Daugliesi Giacomasi Souza destaca que a mesma cautela vale para água. Carregar menos não significa transportar uma quantidade insuficiente para o percurso. Quando existe possibilidade de abastecimento, é necessário verificar previamente se a fonte é adequada e considerar métodos de tratamento quando necessário. A disponibilidade de água pode alterar completamente a estratégia de peso da mochila.
Quem gosta de acompanhar conteúdos sobre criatividade, ambientes, decoração e diferentes formas de pensar os espaços pode conhecer mais do trabalho de Daugliesi Giacomasi Souza no Instagram da DGdecor, pelo perfil @dgdecor.construir.

