No cenário jurídico brasileiro, a atuação dos magistrados é essencial para garantir a justiça e a segurança jurídica. O desembargador Alexandre Victor de Carvalho desempenhou um papel crucial ao se posicionar de forma coerente e fundamentada. O caso em questão envolveu um crime de lesão corporal, e sua decisão, apesar de vencida, destacou pontos importantes da legislação processual penal.
Descubra tudo a seguir:
A posição do desembargador Alexandre Victor de Carvalho e a nova lei processual
O desembargador, ao analisar o recurso de apelação, baseou-se na Lei 11.690/08, que alterou a redação do artigo 155 do Código de Processo Penal. Segundo essa legislação, provas exclusivamente colhidas no inquérito policial não podem ser utilizadas para fundamentar uma condenação. No caso em análise, o desembargador entendeu que a decisão condenatória estava lastreada principalmente em depoimentos colhidos na fase inquisitorial, sem que houvesse um contraditório efetivo.

Essa abordagem demonstra um compromisso do desembargador Alexandre Victor de Carvalho com os princípios do devido processo legal e da ampla defesa. Ele ressaltou que uma condenação deve se basear em provas produzidas sob o crivo do contraditório, garantindo que o direito de defesa do acusado seja respeitado. Seu entendimento reforça a importância das garantias individuais previstas na Constituição Federal.
O conflito de entendimentos no tribunal
Apesar do posicionamento do desembargador Alexandre Victor de Carvalho, a maioria da 5ª Câmara Criminal do TJMG decidiu por manter a condenação do acusado. O desembargador, relator para o acórdão, argumentou que havia elementos suficientes para sustentar a decisão condenatória. Ele destacou que, além do depoimento da vítima em sede policial, houve testemunhos colhidos em juízo que corroboravam a versão acusatória.
O outro desembargador presente enfatizou que o conjunto probatório era harmônico e suficiente para justificar a condenação do réu. Além disso, foram apresentados laudos periciais que comprovaram a gravidade das lesões sofridas pela vítima. Dessa forma, a maioria do colegiado optou por negar provimento ao recurso, mantendo a decisão de primeiro grau.
A importância da divergência no judiciário
A dissidência do desembargador não deve ser vista como uma derrota, mas sim como uma demonstração da pluralidade de interpretações dentro do Judiciário. A existência de opiniões divergentes permite que a Justiça evolua e refine seus entendimentos ao longo do tempo. O fato de um magistrado de sua experiência ter se posicionado em favor da absolvição evidencia seu compromisso com a legalidade estrita e com os direitos fundamentais.
O trabalho do desembargador Alexandre Victor de Carvalho reforça a importância de uma Justiça que atue de forma equilibrada e com respeito às garantias processuais. Sua atuação nesse caso demonstra que o direito não é uma ciência exata, mas um campo onde a argumentação jurídica e a interpretação das leis são essenciais para garantir decisões justas e fundamentadas.
Por fim, o julgamento do recurso criminal na 5ª Câmara Criminal do TJMG, evidencia a complexidade do direito penal e processual. O desembargador Alexandre Victor de Carvalho, ao votar pela absolvição do acusado, demonstrou uma postura fiel à legalidade e às garantias processuais. Sua interpretação da Lei 11.690/08 e seu compromisso com a formação de provas em contraditório são aspectos que enriquecem o debate jurídico. Dessa forma, a atuação do desembargador segue como um exemplo de compromisso.
Autor: Grod Merth
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital